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Veja 5 passos para criar uma start-up sem dinheiro

Aos 25 anos, João Cristofolini já lançou três empresas e um livro. Ele é fundador do MBA Empreendedor, que ajuda na formação de empreendedores, do Connect Moves, plataforma que conecta pessoas para praticarem atividade física, e do Pegaki, start-up de entrega compartilhada para produtos comprados pela internet. 

Cristofolini começou sua trajetória aos 21, abandonando a faculdade de administração para criar seu primeiro negócio, o MBA Empreendedor, sem nenhum dinheiro,  por meio de parcerias com autores e consultores de várias áreas. Hoje, além de tocar suas empresas, é palestrante e autor do livro "O que a escola não nos ensina".

1. Busque informação sobre start-ups
O universo das start-ups é muito diferente do das empresas tradicionais. Tudo o que você aprendeu sobre planejamento, gestão, produção e marketing na faculdade ou em uma empresa tradicional pode não ser aplicável.

Como são empresas inovadoras, o modelo de negócios ainda não é definido, é necessário testar.  Planejamento ou previsão tradicionais com base em históricos são inválidos. A regra é executar o quanto antes, gastando o menor tempo e dinheiro possível. O risco é muito maior, mas o potencial de retorno também.

Antes de se aventurar nesse novo mercado, estude, conheça os conceitos e aprenda com os erros dos outros. Isso vai ajudar a economizar tempo e dinheiro. Há muito conteúdo grátis na internet e eventos sobre o tema.

2. Encontre um problema em um nicho de mercado
Um dos maiores erros dos que começam uma start-up é começar pela solução e não pelo problema. Investem grande parte de tempo, energia e recursos para desenvolver uma solução que, mais tarde, descobre-se não resolver nenhum problema efetivo. Ou seja, não tem motivo para existir.

Em muitos casos, o empreendedor vê a oportunidade em um problema que ele mesmo enfrentou em seu dia a dia. Foque em problemas de um nicho de mercado que ainda não foi explorado por grandes empresas. É aí que estão as oportunidades.

3. Valide o problema com outras pessoas
De nada adianta um problema que seja apenas de seus fundadores. É necessário validar se existe demanda do mercado para a sua solução. E aqui há mais um grande mito de empreendedores iniciantes: o medo de compartilhar suas ideias com outras pessoas.

Só é possível validar um problema e ideia falando com outras pessoas. Uma ideia por si só não tem valor nenhum, o que tem valor é a execução, por isso, não se preocupe com o fato de alguém "roubar" a sua ideia. Não compartilhar é muito mais perigoso do que isso. Ao ouvir outras pessoas, você poderá lapidar sua ideia e ajustá-la, ou descartá-la e partir para a próxima.

4. Busque sócios que complementem você
Outro grande erro de muitos empreendedores é buscar pessoas iguais a eles para começar um negócio. Não adianta ter dois profissionais de tecnologia ou dois com aptidão comercial. É preciso ter diversidade de pessoas, com perfis complementares que, juntos, poderão desenvolver o produto, produzir e vender para o mercado.

Com pouco ou nenhum recurso, é importante que os sócios tenham conhecimento e habilidade para fazer um pouco de cada atividade. A recomendação é que sejam entre dois e três sócios. A equipe é o maior ativo de uma start-up, porque a ideia ou produto podem e devem mudar várias vezes durante o caminho, mas a equipe é o que fica. Não por acaso, investidores investem em pessoas, não em ideias.

5. Comece com um protótipo
Na hora de começar a desenvolver sua solução, produto, site, aplicativo ou o que quer que seja, cuidado para não gastar muito tempo e dinheiro. O objetivo nesse momento não é criar um produto perfeito e, sim, identificar se há mercado para esse produto, ouvir o retorno dos usuários e clientes, mudar o que for preciso.

Somente depois disso e com o negócio já em operação e gerando resultados é que você começará a pensar em atrair financiamento para ganhar escala, investir em marketing ou novos recursos.

Fonte: economia.uol.com.br - 19 de abril de 2016

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