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Relógio do celular causa problemas nos aplicativos bancários e autenticadores?

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

Horário dos celulares impacta autenticadores e aplicativos bancários
O blog recebeu algumas dúvidas sobre a mudança no relógio dos celulares. O problema, conforme informaram leitores, também afeta aplicativos bancários e a agenda do telefone.

Essas consequências não são inesperadas. Aplicativos de autenticação (como os tokens em aplicativos bancários e o Google Autenticador) funcionam com base na hora universal (UTC). Esse horário desconta o fuso horário (o que inclui o horário de verão) e também acrescenta os chamados "segundos bissextos" ou "segundos adicionais", que incrementam o relógio para sincronizar o horário na Terra ao tempo solar.

Se se você usa um "horário manual" (e não automático) no celular, seu aparelho tende a desviar do horário sincronizado universal, que também fará com que ele perca a sincronia dos aplicativos. Da mesma forma, se o fuso horário não estiver correto, o conta para descontar o fuso horário e obter o UTC não vai retornar o resultado correto e os aplicativos vão gerar uma senha fora de sincronia.

Por esse motivo, recomenda-se manter a hora automática configurada no aparelho, apesar dos problemas recentes. Você só deve configurar o fuso horário manualmente caso o problema persista em seu telefone após ele ser reiniciado. O fuso de Brasília é GMT-3 ou UTC-3 e, no horário de verão, GMT-2/UTC-2.

Se o problema ainda persistir após essa configuração, o problema pode estar na forma que o aplicativo do banco calcula o fuso horário (ele pode não estar usando o fuso horário configurado, mas sim o fuso horário da tabela interna do celular). Entre em contato com o banco para solicitar suporte. No caso de uso do Google Autenticador para códigos do Google, Facebook e outros serviços, há uma opção para sincronizar o relógio do aplicativo no próprio app.

No caso de agendas, certifique-se de que todas as configurações de fuso horário estão corretas, tanto no serviço de agenda (como Outlook ou Google Agenda) como no telefone. Porém, certas horas ainda podem aparecer incorretamente caso o telefone tenha uma tabela TZ (banco de dados de fuso horário) desatualizada.

Para saber se a TZ do seu telefone está atualizada é bastante simples. Abra o aplicativo "Relógio" (Alarmes) e configure um "Relógio mundial" no Brasil. O telefone usa a TZ para calcular a hora no relógio mundial. Portanto, se a hora já estiver adiantada no Brasil, a TZ está desatualizada. Instale todas as atualizações fornecidas pelo fabricante; caso isso não corria o problema, entre em contato e solicite ao fabricante a atualização do "tzdata".

Celular roubado
Meu celular foi furtado. Tem como eu colocar um código PIN nele através do Gmail? - Rachell Mello

Você pode, Rachell, só não é pelo Gmail.

Se o seu celular era Android, você deve fazer isso por meio do "Encontre meu dispositivo" do Google. Se o seu celular era um iPhone, a opção faz parte das ferramentas de "modo perdido".

Você pode bloquear o telefone, colocar uma mensagem na tela (o que é útil se o celular tiver sido perdido em vez de roubado) e até enviar um comando para apagar todos os dados presentes no dispositivo para impossibilitar que outras pessoas tenham acesso às suas informações.

Infelizmente, esses comandos exigem acesso à internet. Portanto, talvez esta resposta não possa te ajudar mais. Afinal, se você deixou o celular sem senha de bloqueio, os criminosos com certeza realizaram uma restauração de fábrica imediatamente após pegar o seu celular. Dessa forma, você perde a possibilidade de comandar o seu dispositivo remotamente.

É por isso motivo que é imprescindível manter uma senha de bloqueio configurada sempre.

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

Fonte: G1 Globo | 25/10/2018

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